sábado, 9 de julho de 2016

"Manifesto contra o projeto “Escola sem partido”




Nós, do Coletivo Mobiliza Londrina, viemos manifestar repúdio ao cerceamento ideológico que quer amordaçar a voz da educação no interior da escola pública através do projeto “Escola sem Partido”. Depois do golpe do judiciário, das mídias e do executivo contra nossa democracia e além das medidas que estão sendo tramitadas no governo ilegítimos de Michel Temer, o “Escola sem Partido” representa mais um retrocesso em relação à liberdade de expressão e às conquistas de direitos das chamadas minorias sociais.
Essa proposta de não se discutir “política” nas escolas vem sendo gestada há muito tempo e agora é propagandeada pela mídia corporativa e apoiada por vários governos estaduais e municipais. A ideia tomou corpo através de instituições como o “Todos pela Educação”, o “Instituto Millenium”, fortes defensores e articulistas da privatização da educação. Assim, a “Escola Sem Partido” virou projeto de lei,  PL 1411/2015, proposto pelo deputado Rogério Marinho, do PSDB, partido que está diretamente ligado ao golpe de estado no país.
O projeto prevê pena de prisão para o professor acusado de “assédio ideológico” e é inspirado nos modelos falidos de escolas norte-americanas.
Criada em 2004 existe hoje, no Brasil, uma ONG ligada aos EUA denominada “Escola sem partido”, a ONG é financiada por empresários brasileiros e estrangeiros e tem apoio dos grandes meios de comunicação. Ou seja, a escola controlada pela lei “escola sem partido”, na verdade toma, sim, um partido, o partido da direita golpista. É a volta da ditadura, que vai começar no cerne de onde deveria ocorrer o debate livre de ideias.
O que eles planejam fazer é fortalecer algo que já acontece nas escolas onde as práticas pedagógicas mais comuns costumam desprezar a pluralidade de ideais e o ensino leigo para dar voz ao pensamento conservador reproduzindo ideias e comportamentos da imprensa burguesa, a exemplo da revista Veja.
Com o projeto, que vem sendo chamado de Lei da Mordaça pelos professores no pais todo, o que se almeja é impor a ideologia dos partidos da direita, como os dogmas da classe dominante, para que se possa manter os filhos da classe trabalhadora sob total controle. Não querem discussão política nas escolas, se esta discussão servir para fortalecer a politização da população. Também vão perseguir as discussões sociais, como a questão de gênero, dos negros, das mulheres, etc, para que não se formem, na escola pública, pessoas com capacidade de livre pensar e de exigir seus direitos e o respeito que merecem.
Os partidos são resultados da organização da sociedade. Quando falam em retirar a discussão partidária das escolas, querem apenas proibir a manifestação dos partidos da esquerda, aqueles formados pelas organizações dos trabalhadores, e fazer prevalecer o partido de quem está no poder e controla o sistema educacional.
Tais projetos e afirmações remetem a períodos sombrios da história da educação brasileira e mundial. O Escola sem Partido é uma repetição de medidas fascistas e totalmente reacionárias que já ocorreram ao longo dos tempos, como na Alemanha nazista, e na Itália fascista. Assim como na ditadura militar de 1964 no Brasil, que perseguiu, matou e torturou milhares de pessoas que questionavam o regime.
Repudiamos todas as iniciativas que se antecipam à aprovação da lei da mordaça e colocam em prática a perseguição a professores que exercem seu papel de educadores cientes de que educar é um ato político. A liberdade de cátedra e a liberdade de expressão lhes são garantidas pela Constituição Federal. Não podemos admitir que um governo ilegítimo continue a rasgar a constituição para colocar em prática uma tirania contra a população. È chegada a hora de pais, alunos, professores e toda a comunidade se unir para defender a escola pública de qualidade, gratuita e leiga, que respeite a população, sua cultura e suas organizações.

Abaixo, exemplos de casos que foram gritantes no Brasil, e mostram que a perseguição já existe e não é necessária nenhuma lei para amordaçar ainda mais o trabalho dos professores.  
Todo apoio aos professores.  Se souber de algum caso de perseguição de professores por favor entre em contato, vamos denunciar e fortalecer nossa luta.

Londrina – PR.
Caso no Colégio IEEL em que um professor foi denunciando no Núcleo Regional por ter colocado a discussão de gênero, e depois da apresentação de um Trans no pátio da escola.



Curitiba (PR)

Professora da rede pública é afastada ao abordar Marx em sala de aula.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A esperança da esquerda na falácia Eleitoral.



Por prof. Carol. 

O movimento golpista está claramente em curso no Brasil. Não pode haver mais dúvidas. O próprio Partido dos Trabalhadores que, apesar de propagandear a luta contra o golpe, permitiu que ele avançasse com todas as forças. Por incrível que possa parecer, ainda há uma parcela considerável dentro do partido e em parte da esquerda que aposta suas forças no acordo com a direita, acreditam também na democracia burguesa e, pior ainda, botam fé nas eleições.
Ao mesmo tempo não podemos desconsiderar que a luta contra o golpe está avançando, sim! Porém, de maneira muito tímida em relação às forças da direita imperialista.
As evidências ficam ainda mais assustadoras quando começamos a ouvir a ala da direita nacional utilizar o discurso a favor do governo do PT e contra as medidas da extrema-direita. Kátia Abreu, a musa do latifúndio, no dia 05/07 fez um amplo discurso no julgamento do impeachment da presidenta, dizendo que tudo o que estamos passando no Brasil agora não passa de uma farsa. “Nós estamos vivendo aqui uma farsa. O inadmissível. E não vejo ninguém dizer da corrupção no governo da Dilma: foi ela sozinha ou foram todos os partidos que mamaram, sugaram esse governo durante cinco anos e agora estão do outro lado da mesa pedindo o impeachment da própria?”
Assim também como o professor Leandro Karnal, um conservador de direita, que se posicionou contra as medidas do Projeto de Lei Escola Sem Partido, dizendo que tais medidas são ultrajantes e representam a nova onda dos processos de ditadura. Trata-se de uma ala da direita nacional que pode estar mais avançada para entender os planos da extrema direita imperialista do que certas alas da própria esquerda.
A direita representada pela burguesia nacional sabe muito bem o risco de se apoiar em políticas que não vão dar conta de segurar a crise no país, que um novo período de recessão está por vir. Sabe também, que, diante disso, a direita imperialista vai utilizar de sua política de terra arrasada para conseguir o que quer e, assim, poderá provocar uma grande reação da classe trabalhadora.
Neste ano teremos o processo eleitoral municipal. Nele, como sempre, o poder econômico prevalecerá sobre a vontade popular. E no momento de crise e de avanço da direita contra todas as expressões e organizações da classe trabalhadora, qual a ilusão que os partidos de esquerda podem nutrir no seu eleitorado? Difícil decifrar, porém uma coisa é certa, se a esquerda eleitoreira não abraçar de vez a direita, não terá chances nenhuma de ocupar as cadeiras eletivas. Depois do processo de impeachment (golpe) da presidente Dilma, alguém ainda tem dúvidas de qual lado está a Justiça que controla o processo eleitoral no Brasil? Essa política centrista, em favor da conciliação de classes, promovida pelos partidos de esquerda, explodiu. Só não vê os que estão cegos após tantos anos de oportunismo.
O processo eleitoral burguês deve ser apenas uma plataforma de agitação e propaganda, mesmo elegendo parlamentares. Não deve haver nenhuma esperança em se fazer mudanças por dentro, isso seria uma traição absurda aos interesses dos trabalhadores.
O que essa esquerda eleitoreira deposita hoje é apenas a evidência de que estão totalmente distantes da classe operária que deveria estar financiando seus partidos de forma independente.

Os partidos e movimentos de esquerda que oportunamente viveram o período de refluxo da classe operária, totalmente paralisados, mantém sua crença nas eleições controladas pela burguesia porque já não sabem e/ou conseguem mais agir com os instrumentos de luta dos trabalhadores que são as mobilizações, as greves, a luta nas ruas, junto à classe operária e de forma independente. Nenhuma crença deve existir nas eleições burguesas, muito menos em acordos com a direita nacional centrista. A crise é do sistema capitalista e o golpe de Estado que vivemos é para salvar a pele dos parasitas capitalistas, contra o povo. Somente o povo nas ruas vai criar uma luta real e combativa contra ele.

terça-feira, 5 de julho de 2016

UEL em estado de greve.





O coletivo mobiliza Londrina da todo seu apoio a mobilização dos servidores públicos. 
Resultado da assembleia docente realizada (05/07).

Os professores, por unanimidade, decidiram se manter em estado de greve, com assembleia permanente, para acompanhar os próximos passos do governo Richa, e mostrar que não aceitarão novos ataques contra a educação. Se o governo enviar à Assembleia Legislativa o projeto que revoga a reposição das perdas, a tendência é decretar a greve, de fato!

Os professores, por unanimidade, também aprovaram moção de apoio aos estudantes que foram presos, em Londrina, por protestar contra os ataques do governo Richa à educação pública.

No plano federal, os professores, também por unanimidade, aprovaram carta de repúdio às ações e nomeações do governo TEMER, que significam ataque à cultura, ciência e tecnologia e educação pública, de qualidade e democrática; o ataque ao SUS; o desmonte do SUAS; o ataque aos direitos das ' minorias' e aos direitos dos trabalhadores. O retrocesso vem de todos os lados, mas os professores da UEL, junto com os estudantes e técnicos, vão à luta!

Vem!

Escola COM partido. O partido da direita.




Por prof. Marcos.
. Os defensores da dita escola sem partido acreditam que a aprendizagem aconteça sem debate, sem posicionamento. O nome já é tendencioso, porque não é uma questão partidária, mas ideológica, Aristóteles mesmo já afirmava que o homem é um animal político.
E em Londrina, é bom lembrar aos reacionários de plantão, como Paulo Briguet ou Felipe Barros. A própria grade curricular em todos os níveis de ensino é uma opção política, o que é democrático, se houver representantes dos envolvidos participando da formulação, e se essa mesma grade respeita a diversidade cultural e a tolerância. Mas a “escola sem partido” que defendem é a escola da opressão, é a do pai nosso antes da aula, do tecnicismo sem reflexão, do ensino apenas para o mercado, é a escola do ospb, da que deturpa o pensamento de um dos maiores pensadores brasileiros, por ignorância, por nunca terem lido Paulo Freire, mas falarem mal porque o protagonista é o povo.
Para Briguet e Barros, esse formato de escola não é ideológica, esse formato é o normal, é o modelo tradição, família e propriedade. Chamam os professores questionadores deste status quo de esquerdistas arrogantes, como foi publicado na folha local, há décadas reprodutora deste discurso alienante.
O correto, para esses cupinchas do golpismo, seria o silêncio e a obediência.
Alegro-me da ousadia e atitude de muitos colegas que não por arrogância, mas por esclarecimento não se curvam a essa censura disfarçada de neutralidade. Venham debater conosco a Escola Popular e agregadora que nós propomos e praticamos. O oportunismo eleitoral de um Felipe Barros, ou a escrita envernizada e frívola de um Briguet não se sustentarão. Mesmo um programa televisivo aparelhado pelo obscurantismo do psdb teve que levar ao ar essas evidências, que só um analfabeto político não pode ver, por ter sido vítima deste sistema.

domingo, 5 de junho de 2016

ATO PELA DEMOCRACIA


Chamamos toda a população trabalhadora de Londrina e região para participar conosco do 3° ato a favor da Democracia contra o Impeachment. 

Sim é golpe. Sabe por quê?


Por Flávia Leite. 
Por mais que tentaram nos fazer acreditar que o Brasil era um país falido, a verdade é que nos últimos 15 anos podemos viver em um país farto e sabe porquê? Por que foi governado por um governo popular, diferente do que falavam os antigos políticos que estiveram à frente do pais por mais de 500 anos, vocês se lembram da antiga frase “Temos que fazer o bolo crescer para depois dividir” e a única coisa que crescia era as fortunas deles.
O Brasil é a maior economia da América do Sul, somos sim uma grande potência e jamais pensaríamos que os velhos tempos de golpe militar nos abalaria novamente, mas aqui estamos nos cercados por golpistas, as velhas raposas que tentam impichimar a presidenta re-eleita democraticamente.
Pense comigo, de todos os políticos investigados por propina e corrupção, ela nunca foi incriminada. Após a quarta vitória do governo popular com perfil de ampliar os direitos a população mais carente e a classe trabalhadora as velhas raposas ficaram enfurecidos com Dilma e tentaram a todo custo deslegitimar a vitória das urnas conquistada democraticamente por 54 milhões de votos. Não conseguiram, então com medidas antidemocráticas, sabotaram a governabilidade da presidenta junto a câmara dos Deputados, aproveitaram a crise econômica mundial e sem se preocupar com a população vetaram todas as intervenções da presidenta para diminuir os agravos e avanços da crise, pois para eles o que vale4 é a tomada do poder e não a qualidade de vida da população em geral.
Claro que uma hora ou outra os ricos iriam se irritarem e tentar barrar os avanços do governo que muito contribuiu para emancipação das famílias dos trabalhadores, ... (Aqui acho que podemos incluir outras classes)

Não podemos permitir que fragilizem assim nosso Democracia pois, sem e4la ficaremos a mercê do bloco dominantes. Venha conosco essa luta também é sua. Não ao golpe.

sábado, 28 de maio de 2016

Lembrar o passado e barrar o golpe.



Por Professora Carol.

O que  pôs fim na ditadura de 1964, será o impulsionador na luta contra o golpe. .

 Nos final dos anos 70 a crise no Brasil instaurou um clima de forte instabilidade. O alto nível das privatizações e as elevadas taxas de juros trouxeram um contexto de arrocho dos salários e o fim da ilusão do crescimento verificado durante o Milagre Econômico no Brasil.
Consequentemente a essa situação econômica surgiu um novo quadro sindicalista que aflorou entre os anos de 1978 e 1980, resultando na criação da CUT, da confederação dos trabalhadores (CGT), além de construir as bases do Partido dos trabalhadores (PT).
No Brasil, em que não havia greves consideráveis desde 1968, quando o regime militar mostrou sua face mais agressiva, vai haver uma reação das direções sindicais e o movimento grevista inicia-se com a greve nas fábricas de caminhões da Saab-Scania no ABC paulista. Cerca de 2 mil metalúrgicos pararam pela reivindicação de 20% de aumento salarial. Nesse mesmo momento uma onda grevista surgiu em outras cidades paulistas e se alastrou para os vários setores de ponta, nas empresas como a Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen. 
Ganhando cada vez mais força, o movimento grevista se alastrou para outros setores de trabalho como professores, bancários, funcionários públicos em geral, jornalistas, operários da construção civil, lixeiros, médicos entre outras categorias que se uniram para lutar contra a crise instaurada no país.
No ano de 1980, uma das maiores greves ocorreu em São Bernardo do Campo, durando 41 dias e mobilizou mais de 300mil metalúrgicos. 1984, de acordo com os dados do DIEESE, foi o ano recordista em sua série histórica, tendo registrado, de acordo estudos desse órgão, 2050 greves, frente ao ano anterior que registrara 877. Este número de movimentos paredistas ocorridos ainda na ditadura militar supera, inclusive, o forte momento histórico de 1989, quando foram registradas 1962 greves.
Com as greves dos anos 80, as burocracias sindicais paralisadas há muito tempo tiveram um grande impulso e dali surgiram novas lideranças que não queriam apenas ficar nas negociações e mesas de reuniões com o Estado. Essa ascensão teve a solidariedade de toda a população, que via de maneira positiva as mobilizações.
Outro ponto ultra importante e característico dos movimentos foi a organização financeira dos grevistas que conseguiam, de forma independente, arrecadar recursos e alimentos para os fundos de greve.

Qual o significa das greves na luta contra o golpe?
As greves acarretaram no enfraquecimento ainda maior do regime militar e o surgimento de um polo aglutinador das forças de esquerda, fragmentadas durante a ditadura, em torno da CUT e do PT, que se tornariam elementos de organização extremamente influentes nas três décadas posteriores. Esse movimento fez instituir, por exemplo, o direito de greve, em 1989, uma grande conquista da classe trabalhadora.

Mesmo enfraquecidos, os governos do final da ditadura tentaram de várias formas reprimir todo e qualquer movimento de luta, com prisões, torturas e mortes, assim como intervenções diretas nos sindicatos mais ativos. Porém a greve é a defesa do trabalhador para o atendimento de suas reivindicações e é nessa luta que se discutem, principalmente, as pautas de lutas políticas contra a estrutura da sociedade.
Quando os operários levantam unidos suas reivindicações e se negam a submeter-se a quem controla os meios de produção, eles avançam em sua posição e passam a exigir que seu trabalho não sirva somente para enriquecer  um punhado de parasitas, mas que permita-lhes viver como pessoas com direitos à vida plena.

A história mostra que somente a luta da classe trabalhadora organizada, nas ruas, pode derrotar a investida da direita contra suas conquistas. A Greve Geral, como uma proposta real e unificada, neste momento é o chamado para preparar os trabalhadores e barrar de vez o golpe.


Avante mulheres... Nossa luta nunca foi fácil e nunca será!


Projeto “Escola sem Partido”, defendido por Alexandre Frota ( um estuprador confesso), pode ser aceito e levado à cabo para a definição de políticas educacionais no Brasil, impedindo que educadoras/es tratem das desigualdades e das violências cometidas contra nós, mulheres.


Por Meire Moreno, Militante feminista (
professora, que atuo junto ao EVA Coletivo Feminista e a Rede Feminista de Saúde).
Ontem, depois de um dia intenso de trabalho, cheguei em casa e me deparei com duas notícias terríveis: a primeira, o estupro coletivo contra a jovem carioca; a segunda, a visita de Alexandre Frota ao Ministro da Educação interino, Mendonça Filho (DEM).
O que os dois acontecimentos têm em comum? A cultura do estupro; A violência de gênero; A naturalização da violência contra a mulher; O medo; A indignação; A dor...
No primeiro caso, a brutalidade de 30 homens contra 01 jovem inconsciente; no segundo, Alexandre Frota, um estuprador confesso, apresentando propostas para os rumos da educação em nosso país. Entre as propostas do estuprador confesso, o fim da chamada “ideologia de gênero” nas escolas. Sim... esse é uma das pautas do “Escola sem Partido”.
Acredito, sinceramente, que a militância nas redes sociais contribui para a desnaturalização da violência contra as mulheres e para alcançarmos a equidade de gênero tão desejada por parte das feministas. Mas sempre acreditei, também, no trabalho de base, nas conversas e diálogos com as juventudes, entre outros. Acredito que, se por um lado a escola contribui para a (re)produção de violências e desigualdades, ela também pode ser um espaço libertador. Não é à toa que me tornei professora da rede estadual de ensino.
Foram duas notícias que me assustaram e indignaram, cada uma a sua maneira e intensidade, e me preocupam muito: uma menina, uma companheira, foi gravemente violada e violentada por 30, isso mesmo, 30 homens. As propostas do “Escola sem Partido”, defendidas, entre outros, por Alexandre Frota (lembrando, novamente, um estuprador confesso) podem ser aceitas e levadas à cabo para a definição de políticas educacionais no Brasil, impedindo que educadoras/es tratem das desigualdades, das violências cometidas contra nós, mulheres.
O ESTUPRO, é uma dessas tantas violências, talvez a mais dolorosa, a que deixa mais cicatrizes. A penalidade para as/os educadoras/es que ousarem se posicionar contra a cultura do estupro na escola fazendo referência as questões de gênero? Processos e até prisão! Isso mesmo... enquanto nossa dor é naturalizada, educadoras/es que se indignam com tamanha violência e buscam um caminho para que as/os estudantes reflitam sobre elas são tratadas/os como criminosas/os. Essa é nossa atual realidade: a violência grita enquanto nos colocam mordaças. É triste, é revoltante, é lamentável.
E o que vamos fazer?
Não podemos continuar paradas esperando mais uma violência, mais um retrocesso.
Não podemos nos esquecer de todos os projetos que tramitam ou tramitaram na Câmara e que, agora, têm grandes chances de serem aprovados:
·         Lei do Estupro, Estatuto do Nascituro,
·         Escola sem Partido,
·         Estatuto da Família, etc...
Avante mulheres... Nossa luta nunca foi fácil e nunca será!

Hoje o dia é de luto e de LUTA! #porumdiasemestupros #gêneronasescolassim #lutocontraaculturadoestupro #machistasnãopassarão

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sem Temer jamais!!!




Por La Servante. 
Os acontecimentos políticos atuais estão nos fazendo refletir sobre o nosso país e a forma como ele vem sendo governado. 

Esse quadro se dá tanto pelos que se intitulam como esquerda, os de centro e os de direita, quanto àqueles mais radicais em suas linhas políticas ou, até mesmo, os anarquistas.
O que se sabe até agora é que nos encontramos em um momento muito crítico como nação. Os abutres políticos dominaram o poder e continuam a usurpar toda a riqueza existente, construindo uma nova república às avessas e tomando para si os impostos roubados de nós.
Nessa linha, podemos dizer que estamos polarizados em nossas correntes de pensamento e de ideologia, sendo assim, estamos incapazes de nos atentar a quem essa cegueira coletiva beneficia. 


Tentei fazer uma reflexão essa manhã: Quem não andou tendo brigas em seus círculos familiares, no trabalho ou com amigos por conta da polarização política atual?

Meses atrás o tema mais discutido era o Impeachment da presidenta Dilma, hoje por conta de toda a podridão escancarada nas mídias e nos processos judiciais, a cada dia temos um acontecimento novo e que nos deixa perplexos e abatidos como brasileiros, mas me intriga: será que estamos tendo a mesma discussão sobre todo o conteúdo que vem à tona? Valeu a pena todo o tempo fazendo um textão nas redes sociais para responder os ataques ou atacar alguém?

Estou bem perplexa com o silêncio das panelas, ou, com o silêncio dos líderes que não tinham bandido de estimação e talvez mais perplexa por aqueles meus amigos que ontem eram especialistas em juridiquês e politiquismo, e hoje voltaram a dizer que odeiam política.
Me indigno sim! Todos os dias ao abrir o jornal, navegar na internet ou ligar a televisão e ser financiadora dos luxos de políticos que percebi nunca terem me representado, mas a si, suas família e seus financiadores de campanha.
Geralmente tendo aquela sensação de perceber que a seleção do meu país estava perdendo de 7x1 na copa do mundo, jogando em casa, e diáriamente uma derrota nova e um sentimento de impotência.
Talvez o mesmo ocorra com você hoje, o mesmo ocorra com pessoas que com o manto daquela seleção da copa tomou ás ruas nas manifestações pelo impedimento da presidenta; a mesma sensação por aqueles que acreditaram em um projeto de governo melhor para o país ou aqueles que sempre estiveram ao lado dos esquecidos pelas políticas públicas e órfãos de governo ou representação política. Estamos todos sendo derrotados.
Mais do que nunca na história dessa nação o fato é que estamos sendo taxados de bobos e ingênuos, independentemente da nossa visão ideológica. Isso se deve pelo péssimo hábito de não conversarmos sobre política e entendermos como ela funciona de verdade, na pratica e no dia a dia, independentemente das correntes doutrinárias que seguimos, e essa é a verdadeira revolução.
Precisamos mudar, reformar e constituir novos rumos para o país, mas isso só será possível ocupando às ruas, escolas, parques, shopping e a nossa casa com um ponderaremos mais leve sobre política até a submersão dessas questões e digerirmos de várias formas essa conjectura, a partir daí nos mobilizando pela cidade por mais direitos e mais conquistas.
Resta evidente que os políticos não nos temem, talvez por deixarmos de mastigar essa conjectura e culparmos os nossos irmãos de nação por suas lutas políticas, independentemente de qual lado ele esteja. Os políticos não nos temem, talvez  por sermos levados por movimentos ocos, e que no fim, foram criados por eles mesmos. Os políticos não nos temem por odiarmos política e não nos temem por não nos mobilizarmos.
Está na hora de abandonar nosso time ideológico e abraçar uma causa mobilizadora que não quer te enganar ou te usar como massa numérica e proteger criminosos. Abandonar a cegueira coletiva e enxergarmos que os políticos atuais se protegem e não nos temem, e por não nos temer, continuam a usurpar de nós mantendo suas benesses e seus privilégios.
Devemos adentrar numa luta de mobilização, não para defender algum político, muito pelo contrário, mas para começar a culpar os verdadeiros culpados que assaltam e matam todos os dias, aqueles corruptos de carteirinha que também usam o nome de Deus para mascarar seus crimes, sem continuar a fazermos o outro de inimigo, e ao mesmo tempo, um possível ingênuo.
Para muitos é difícil abandonar seu comodismo e partir para ações mobilizadoras, é compreensível pelo trabalho, família, estudos e amigos que não podemos deixar de lado, mas incompreensivo trazer para nossos meios sociais novas formas de falar sobre política, sobre a conjectura atual e como ela realmente ocorre, sempre contra os políticos corruptos de carteirinha e compreender que ações que podem parecer pequenas, são valiosas para a sociedade, sendo assim, uma forma de mobilização transformadora e revolucionária.

Penso que da hora de tentarmos uma mobilização revolucionária, e sem temer jamais.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ainda filosofando, a retomada de juntarmos todas as forças do campo progressista


Por Marilys Garani
Hoje está interessante viver em Londrina, a retomada de juntarmos todas as forças do campo progressista.
As disputas aqui, com mais destaque na vaidade pessoal, ficavam em torno de quem chamou, quem aglutinou, quem tem representatividade.
E as pessoas dispostas a realmente lutar por bandeiras, por avanços,  se cansavam destas práticas também dominadoras. Restava o espaço micropolítico, aquele da desconstrução cotidiana do pensamento,da fala, da ação conservadora.
E fizemos uma Londrina de 2 classes fundamentais na esquerda,  os que se  articulam, se auto dominando lideranças, decidindo por todos e agindo em nome de todos. Ocupando cargos, agregando interesses , interessados e interesseiros.
E outra, a do debate quase solitário,  que busca ação conjunta e democrática em todas as esferas da vida política.
A grande derrota que tivemos no nível nacional pode ter entre seus diversos fatores a condução arrogante dos processos.  
Hoje todos reconhecem os grandes avanços dos últimos 13 anos,  mas, sempre tem o mas, porque não fizemos isso juntos? Quando vi a Dilma conversar com o povo, depois de afastada, pensei: teve que sair para entrar? Entrar no desejo das pessoas se sentirem parte.


Por isso acredito em coletivos horizontais como esse aqui. Com as possibilidades de escuta, de debate e de práticas conjuntas!!

Nenhum direito a menos! Participe junto ao Coletivo UEL contra o golpe!





Confecção de material – Grupo de intervenção/eventos
https://www.facebook.com/groups/1747791805498328/

Curso de formação política: Como funciona a sociedade? – Grupo de Formação política
https://www.facebook.com/groups/1759951810915171/










https://www.facebook.com/220689454981308/photos/a.224244211292499.1073741828.220689454981308/225119261204994/?type=3&theater

terça-feira, 24 de maio de 2016

O que realmente quer a direita? É golpe ou não é?



Por Professora Carol. 
Depois dos áudios vazados a direita avança em mais uma engrenagem no golpe. Veja abaixo do texto, trecho da conversa entre Sérgio Machado e Romero Jucá.

Apesar de fazer em poucas semanas os direitos trabalhistas serem levados para o buraco, a direita pró-imperialista ainda não esta satisfeita com os resultados. O governo Michel Temer, não reconhecido pela população, já sofre um enorme desgaste, e parece ainda não ter realizado as propostas de austeridade encaminhadas pela economia norte-americana.
O governo Temer nesse momento representa o elo de ligação que os países dominantes precisavam entre os setores da direita, contraditórios entre si. De um lado, temos Eduardo Cunha, que apresenta,o mais próximo possível, uma ligação com o governo de Michel Temer que quer apenas se manter no governo, de outro lado, os setores mais à direita como o PSDB representando os interesses diretos das multinacionais.
Os áudios gravados que foram publicados hoje (23/05/2016) incriminando Romero Jucá, novo ministro do planejamento, "vazaram" após o golpe parlamentar ter sido vitorioso. Por quê? Primeiramente, os áudios dificultariam a retirada da presidenta do poder e incriminariam a ala mais próxima do governo que iria assumir.  E, principalmente, o vazamento dos áudios vieram para pressionar o governo Temer, ultramente desgastado, a levar os planos da direita às últimas consequências.  Pois o que quer a mídia corporativa e toda cúpula que já está sob o controle do desse setor (Ministério Público, Polícia federal...)?
A realidade é simples, a extrema-direita demonstra uma tremenda falta de confiança nos planos desse governo, por se tratar de um governo fraco, cheio de contradições, sem contar com o forte desgaste perante a população.
A política do governo Temer representa para o Brasil uma segunda “onda neoliberal” que dá continuidade aos brutais ataques impostos pelos governos FHC.
O governo Temer é um governo extremamente fraco para impor ataques previstos para o próximo momento da crise mundial. A estratégia que os países desenvolvidos viram para acalmar sua crise, foi substituir o governo do PT. Por esse motivo, os setores mais direitistas se valem da Lava-Jato e de outros mecanismos para pôr esse governo contra as cordas. A burguesia tenta impor as condições políticas necessárias que levem à convocação de novas eleições.
Para a esquerda, os áudios só afirmam o que já estávamos denunciando, a compra do Judiciário, a mídia corporativa e uma possível ligação com movimentos militaristas, para pressionar o governo do PT e retirar Dilma em função de por em prática os planos de ajustes da direita imperialista em crise.
E qual deve ser o posicionamento da esquerda nesse momento?
Em primeiro lugar, a situação política deve ser analisada a partir da visão geral da conjuntura internacional e nacional, colocando os componentes econômicos na base dessa análise. Devemos entender que a direita não é homogênea e tem em sua essência inúmeros setores que divergem entre si. Devemos ter a clareza que nesse momento todos esses setores devem ser combatidos com todas as forças. Desde os mais radicais como os fascistas até mesmo os que tentam impor de maneira mais disfarçadamente democrática, um capitalismo a la Macri, às custas dos “planos de ajustes”. 

Existe uma grande ascensão de luta nas bases das categorias que se encontram na mira das privatizações, e dos fortes ataques de cortes econômicos. É preciso impulsionar a luta contra as privatizações, contra o “ajuste”, pela unificação integrada dos trabalhadores e a partir daí organizar um amplo movimento de caráter nacional antigolpista.

É golpe ou não é? 
Conversa com Ex. presidente da Transpeto Sérgio Machado e Atual ministro de planejamento Romero Jucá. 

As informações foram divulgadas pelo jornal “Folha de S. Paulo” na edição desta segunda-feira.

SÉRGIO MACHADO -
 Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.
ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?
MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ - Sim.
MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ - Eu acho que...
MACHADO - Tem que ter um impeachment.
JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO - E quem segurar, segura.
JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO - Odebrecht vai fazer.
JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[...]
JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.
[...]
MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...
JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...
MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[...]
MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...
MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.
JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.
MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...
JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...
JUCÁ - É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...
MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...
JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.

[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].