Por prof. Marcos.
. Os defensores da dita escola sem partido
acreditam que a aprendizagem aconteça sem debate, sem posicionamento. O nome já
é tendencioso, porque não é uma questão partidária, mas ideológica, Aristóteles mesmo já afirmava que o homem é um animal político.
E em Londrina, é bom lembrar aos reacionários
de plantão, como Paulo Briguet ou Felipe Barros. A própria grade curricular
em todos os níveis de ensino é uma opção política, o que é democrático, se
houver representantes dos envolvidos
participando da formulação, e se essa mesma grade respeita a diversidade
cultural e a tolerância. Mas a “escola sem partido” que defendem é a escola da
opressão, é a do pai nosso antes da aula, do tecnicismo sem reflexão, do ensino
apenas para o mercado, é a escola do ospb, da que deturpa o pensamento de um
dos maiores pensadores brasileiros, por ignorância, por nunca terem lido Paulo
Freire, mas falarem mal porque o protagonista é o povo.
Para
Briguet e Barros, esse formato de escola não é ideológica, esse formato é o
normal, é o modelo tradição, família e propriedade. Chamam os professores
questionadores deste status quo de esquerdistas arrogantes, como foi publicado
na folha local, há décadas reprodutora deste discurso alienante.
O
correto, para esses cupinchas do golpismo, seria o silêncio e a obediência.
Alegro-me
da ousadia e atitude de muitos colegas que não por arrogância, mas por
esclarecimento não se curvam a essa censura disfarçada de neutralidade. Venham
debater conosco a Escola Popular e agregadora que nós propomos e praticamos. O
oportunismo eleitoral de um Felipe Barros, ou a escrita envernizada e frívola
de um Briguet não se sustentarão. Mesmo um programa televisivo aparelhado pelo
obscurantismo do psdb teve que levar ao ar essas evidências, que só um
analfabeto político não pode ver, por ter sido vítima deste sistema.

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