terça-feira, 5 de julho de 2016

Escola COM partido. O partido da direita.




Por prof. Marcos.
. Os defensores da dita escola sem partido acreditam que a aprendizagem aconteça sem debate, sem posicionamento. O nome já é tendencioso, porque não é uma questão partidária, mas ideológica, Aristóteles mesmo já afirmava que o homem é um animal político.
E em Londrina, é bom lembrar aos reacionários de plantão, como Paulo Briguet ou Felipe Barros. A própria grade curricular em todos os níveis de ensino é uma opção política, o que é democrático, se houver representantes dos envolvidos participando da formulação, e se essa mesma grade respeita a diversidade cultural e a tolerância. Mas a “escola sem partido” que defendem é a escola da opressão, é a do pai nosso antes da aula, do tecnicismo sem reflexão, do ensino apenas para o mercado, é a escola do ospb, da que deturpa o pensamento de um dos maiores pensadores brasileiros, por ignorância, por nunca terem lido Paulo Freire, mas falarem mal porque o protagonista é o povo.
Para Briguet e Barros, esse formato de escola não é ideológica, esse formato é o normal, é o modelo tradição, família e propriedade. Chamam os professores questionadores deste status quo de esquerdistas arrogantes, como foi publicado na folha local, há décadas reprodutora deste discurso alienante.
O correto, para esses cupinchas do golpismo, seria o silêncio e a obediência.
Alegro-me da ousadia e atitude de muitos colegas que não por arrogância, mas por esclarecimento não se curvam a essa censura disfarçada de neutralidade. Venham debater conosco a Escola Popular e agregadora que nós propomos e praticamos. O oportunismo eleitoral de um Felipe Barros, ou a escrita envernizada e frívola de um Briguet não se sustentarão. Mesmo um programa televisivo aparelhado pelo obscurantismo do psdb teve que levar ao ar essas evidências, que só um analfabeto político não pode ver, por ter sido vítima deste sistema.

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