Por Marilys Garani
Hoje
está interessante viver em Londrina, a retomada de juntarmos todas as forças do
campo progressista.
As
disputas aqui, com mais destaque na vaidade pessoal, ficavam em torno de quem
chamou, quem aglutinou, quem tem representatividade.
E
as pessoas dispostas a realmente lutar por bandeiras, por avanços, se
cansavam destas práticas também dominadoras. Restava o espaço micropolítico,
aquele da desconstrução cotidiana do pensamento,da fala, da ação conservadora.
E
fizemos uma Londrina de 2 classes fundamentais na esquerda, os que se
articulam, se auto dominando lideranças, decidindo por todos e agindo em
nome de todos. Ocupando cargos, agregando interesses , interessados e
interesseiros.
E
outra, a do debate quase solitário, que busca ação conjunta e democrática
em todas as esferas da vida política.
A
grande derrota que tivemos no nível nacional pode ter entre seus diversos
fatores a condução arrogante dos processos.
Hoje
todos reconhecem os grandes avanços dos últimos 13 anos, mas, sempre tem
o mas, porque não fizemos isso juntos? Quando vi a Dilma conversar com o povo,
depois de afastada, pensei: teve que sair para entrar? Entrar no desejo das
pessoas se sentirem parte.
Por
isso acredito em coletivos horizontais como esse aqui. Com as possibilidades de
escuta, de debate e de práticas conjuntas!!

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