Por La Servante.
Os acontecimentos políticos atuais estão nos fazendo
refletir sobre o nosso país e a forma como ele vem sendo governado.
Esse quadro
se dá tanto pelos que se intitulam como esquerda, os de centro e os de direita,
quanto àqueles mais radicais em suas linhas políticas ou, até mesmo, os
anarquistas.
O que se sabe até agora é que nos encontramos em um momento
muito crítico como nação. Os abutres políticos dominaram o poder e continuam a
usurpar toda a riqueza existente, construindo uma nova república às avessas e
tomando para si os impostos roubados de nós.
Nessa linha, podemos dizer que estamos polarizados em nossas
correntes de pensamento e de ideologia, sendo assim, estamos incapazes de nos
atentar a quem essa cegueira coletiva beneficia.
Tentei fazer uma reflexão essa manhã: Quem não andou tendo
brigas em seus círculos familiares, no trabalho ou com amigos por conta da
polarização política atual?
Meses atrás o tema mais discutido era o Impeachment da
presidenta Dilma, hoje por conta de toda a podridão escancarada nas mídias e
nos processos judiciais, a cada dia temos um acontecimento novo e que nos deixa
perplexos e abatidos como brasileiros, mas me intriga: será que estamos tendo a
mesma discussão sobre todo o conteúdo que vem à tona? Valeu a pena todo o tempo
fazendo um textão nas redes sociais para responder os ataques ou atacar alguém?
Estou bem perplexa com o silêncio das panelas, ou, com o
silêncio dos líderes que não tinham bandido de estimação e talvez mais perplexa
por aqueles meus amigos que ontem eram especialistas em juridiquês e
politiquismo, e hoje voltaram a dizer que odeiam política.
Me indigno sim! Todos os dias ao abrir o jornal, navegar na
internet ou ligar a televisão e ser financiadora dos luxos de políticos que
percebi nunca terem me representado, mas a si, suas família e seus
financiadores de campanha.
Geralmente tendo aquela sensação de perceber que a seleção
do meu país estava perdendo de 7x1 na copa do mundo, jogando em casa, e
diáriamente uma derrota nova e um sentimento de impotência.
Talvez o mesmo ocorra com você hoje, o mesmo ocorra com
pessoas que com o manto daquela seleção da copa tomou ás ruas nas manifestações
pelo impedimento da presidenta; a mesma sensação por aqueles que acreditaram em
um projeto de governo melhor para o país ou aqueles que sempre estiveram ao
lado dos esquecidos pelas políticas públicas e órfãos de governo ou
representação política. Estamos todos sendo derrotados.
Mais do que nunca na história dessa nação o fato é que
estamos sendo taxados de bobos e ingênuos, independentemente da nossa visão
ideológica. Isso se deve pelo péssimo hábito de não conversarmos sobre política
e entendermos como ela funciona de verdade, na pratica e no dia a dia,
independentemente das correntes doutrinárias que seguimos, e essa é a verdadeira
revolução.
Precisamos mudar, reformar e constituir novos rumos para o
país, mas isso só será possível ocupando às ruas, escolas, parques, shopping e
a nossa casa com um ponderaremos mais leve sobre política até a submersão
dessas questões e digerirmos de várias formas essa conjectura, a partir daí nos
mobilizando pela cidade por mais direitos e mais conquistas.
Resta evidente que os políticos não nos temem, talvez por
deixarmos de mastigar essa conjectura e culparmos os nossos irmãos de nação por
suas lutas políticas, independentemente de qual lado ele esteja. Os políticos
não nos temem, talvez por sermos levados
por movimentos ocos, e que no fim, foram criados por eles mesmos. Os políticos
não nos temem por odiarmos política e não nos temem por não nos mobilizarmos.
Está na hora de abandonar nosso time ideológico e abraçar
uma causa mobilizadora que não quer te enganar ou te usar como massa numérica e
proteger criminosos. Abandonar a cegueira coletiva e enxergarmos que os
políticos atuais se protegem e não nos temem, e por não nos temer, continuam a
usurpar de nós mantendo suas benesses e seus privilégios.
Devemos adentrar numa luta de mobilização, não para defender
algum político, muito pelo contrário, mas para começar a culpar os verdadeiros
culpados que assaltam e matam todos os dias, aqueles corruptos de carteirinha
que também usam o nome de Deus para mascarar seus crimes, sem continuar a
fazermos o outro de inimigo, e ao mesmo tempo, um possível ingênuo.
Para muitos é difícil abandonar seu comodismo e partir para
ações mobilizadoras, é compreensível pelo trabalho, família, estudos e amigos
que não podemos deixar de lado, mas incompreensivo trazer para nossos meios
sociais novas formas de falar sobre política, sobre a conjectura atual e como
ela realmente ocorre, sempre contra os políticos corruptos de carteirinha e
compreender que ações que podem parecer pequenas, são valiosas para a
sociedade, sendo assim, uma forma de mobilização transformadora e
revolucionária.
Penso que da hora de tentarmos uma mobilização
revolucionária, e sem temer jamais.

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