Por Mateus Potumati Mariano."https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10154269803175407&id=701355406"
Um dos principais legados psicológicos do golpe foi nos tirar do sonho de que o Brasil tinha se tornado de fato um país autônomo.
Com uma agenda geopolítica, social e econômica madura, e nos devolver à condição de republiqueta sul-americana (ainda que uma republiqueta de dimensões continentais, com um dos maiores PIBs do planeta, oque é ainda mais trágico) a serviço dos interesses estadunidenses, dos especuladores financeiros e da elite nativa, com raras exceções dividida entre vira-latas subservientes sem ambição e ladrões descarados de matizes variadas.
Irônico que os que mais se
excitam com o retorno a essa condição tenham ostentado em seus atos, cujo
ridículo hoje salta aos olhos até dos mais ignorantes, justamente a camisa da
seleção brasileira de futebol, suposto símbolo de soberania nacional, cuja
legitimidade unificadora foi irreparavelmente destruída nos últimos anos. Não por
coincidência, a Globo é a instituição que melhor representa essa aliança
perversa entre manipulação do sentimento nacional para fins colonizatórios e
construção de mentiras para manter seus acintosos privilégios de monopólio da
comunicação financiados pelo estado brasileiro, juntamente com os políticos que
garantem sua perpetuação.
Felizmente, a tecnologia
da informação e o crescimento exponencial do descontentamento e da mobilização
contra essa organização começam a enfraquecer de forma sensível seu poder.
A Globo é uma das maiores alegorias do nosso
subdesenvolvimento, para usar um termo do Ismail Xavier, e precisamos seguir no
caminho de superá-la como detentora do discurso sobre o ser brasileiro.

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