segunda-feira, 23 de maio de 2016

MANIFESTO DO COLETIVO MOBILIZA LONDRINA


Este Coletivo nasceu com o objetivo de contribuir, em Londrina e região, com a luta contra o golpe de Estado que está em processo no país.

Enquanto professores(as), empregadas(os) domésticas(os), aposentados(as), contadores(as), operárias(os), comerciárias(os), secretários(as), assistentes sociais, bibliotecários(as), servidores(as) públicos(as), camelôs e marreteiros, advogadas(os), estudantes. Classe Trabalhadora, gente do campo e da cidade, somos contra um golpe que nos atinge diretamente!

A fim de enfraquecer os movimentos sociais e os partidos de esquerda a direita golpista tem colocado cada vez mais suas manguinhas de fora e não há como negar que estamos em um momento decisivo do golpe, e consequentemente, de luta contra ele.
O que está em jogo?  É a retirada dos direitos que os trabalhadores conquistaram em suas lutas e um ataque avassalador contra a economia nacional.

Somos lutadores e lutadoras do povo, que mesmo apontando as contradições e equívocos do governo do PT, não compactuamos com este atentado contra o Estado Democrático de Direitos, e nos negamos a caminhar lado a lado com quem representa os senhores do engenho. Somos descendentes de uma população que luta na construção de um Estado de Direito no qual todos e todas tenham educação, moradia, cultura, saúde e direito a uma vida digna. Muitos de nós integramos movimentos sociais em luta por questões básicas: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.

Muitos de nós compomos mutirões para construir nossas moradias, enfrentamos o latifúndio e especuladores, que impedem nosso direito à moradia e destroem os recursos naturais com objetivo de lucro.
Não queremos ser taxados de terroristas por simplesmente lutar pelo o que é nosso. Graças a nossa força e união aprendemos conquistar nossos direitos, a duras penas, com o mínimo de escuta em espaços de poder. Não aceitamos dar nem um passo atrás.  Sabemos que a democracia real será efetiva apenas com a ampliação de direitos e conquistas de nosso povo empobrecido, excluído, da classe trabalhadora a partir da esquerda e de baixo para cima. Não conquistamos tudo que desejamos, mas temos direitos e não admitimos retrocesso.

Queremos o respeito aos 54 milhões de votos depositados nas urnas, e exigimos a manutenção do Estado Democrático de Direito. Faremos das ruas um espaço de diálogo, debate e fazer político. Nossos direitos estão sendo violentamente retirados, estamos vendo nossos sonhos de uma possível educação pública, gratuita e emancipadora, do acesso à cultura, aos direitos e à liberdade ameaçados. Queremos nossa liberdade de expressão, seja ela ideológica, política ou religiosa, o avanço das políticas públicas, dos direitos civis e sociais.

Não fazemos parte de quem vai às ruas com a camisa da seleção e a bandeira do Brasil, com discursos nazifascistas, argumentando o justo “combate à corrupção”, mas motivados por interesses privados. Repudiamos quem defende a quebra da legalidade e os fortes ataques a população pobre para beneficiar a burguesia usurpadora, em troca da destruição do Estado Democrático de Direito.
Não à FIESP (Federação das Industrias de São Paulo) não à defesa apenas do mercado; não a privatização, e precarização do trabalho. Não à parcialidade de um segmento do judiciário, que juntamente com a polícia federal fazem agora o papel que em 64 foi dos militares; não à uma grande parcela do legislativo que não nos representa. Pois estão na defesa de um golpe.

Essa mesma parcela usou o discurso da corrupção para derrubar uma presidenta eleita democraticamente, mas hoje são os mesmos que estão na defesa dos maiores corruptores da história política brasileira. A realidade é uma só, há um conchavo entre os três poderes que juntamente com a mídia coorporativa, está fazendo de tudo para atender aos interesses imperialistas.  E essa parcela é a mesma que em nome do grande capital querem que os trabalhadores paguem sozinhos a crise mundial.

Não estamos a favor de um governo ou partido específico, mas contra o retrocesso à garantia de direitos. Querem nos impor uma agenda que não foi aprovada nas urnas.  Isto é estelionato eleitoral, retrocesso nos direitos, na proteção ambiental, na educação, na ciência, na cultura, ISTO É GOLPE!  
E HOJE A DIREITA GOLPISTA GOVERNA SOB O VULTO DE TEMER E EDUARDO CUNHA.

E para ter um gostinho de como essa direita vai agir, é só observar que mesmo antes da retirada efetiva do governo PT, o golpista Temer nomeou um ministério composto apenas de conservadores e ricos, vindos de famílias que sempre representaram as velhas oligarquias corruptas. Temos um governo que não representa a imensa pluralidade da população brasileira. São 7 ministros investigados na Lava Jato e advogados do corrupto mor, Eduardo Cunha, que encabeçou as seguintes medidas:
-Ministério da Educação um representante de partido que é contra cotas raciais, sociais, contra a destinação dos royalties do pré-sal para a educação e comprometido apenas com o ensino privado.
-Na agricultura, nomeou um ministro que defende trabalho escravo, contra demarcação de terras indígenas e quilombolas.
-O ministro da saúde é bem conhecido na cidade de Maringá por seus desmandos em todas as áreas, financiado por planos de saúde privados, coloca em risco o SUS através de sua asfixia financeira.
-Um governo que determinou a extinção da Controladoria Geral da União, como órgão independente de fiscalização do poder executivo.
-Extinguiu Ministério da Cultura, para por fim a milhares de projetos relacionados à economia criativa, ao resgate social promovido pelos estimuladores da educação e do livre pensar.
-Ao unir o Ministério da Ciência e Tecnologia com o da Comunicação, comprometeu projetos que resultariam em conhecimento, avanços tecnológicos e progresso social e econômico ao Brasil, colocando em risco o desenvolvimento da população brasileira.

E todas essas medidas somam apenas com o começo dos ataques que estão por vir.

Para isso precisamos ter ações unificadas, criar uma imprensa própria, escrever e distribuir panfletos, organizar e sair às ruas para mostrar nossas caras, nossa garra e nossa vontade, além de uma atividade intensa nas redes sociais.
Estamos também propondo a unidade em torno de todas as frentes que estão lutando com o mesmo foco, todos os partidos, movimentos sociais, grupos e organizações políticas de esquerda, ao movimento popular, do campo e da cidade ao movimento dos negros e das mulheres, dos homossexuais, das minorias excluídas e oprimidas.  Toda união se faz necessária neste momento em que a direita acelera seus passos golpistas, o divisionismo somente nos prejudicará pois os ataques estão sendo preparados contra os direitos democráticos e as conquistas de toda a classe trabalhadora.

Sobram razões para clamar a população de Londrina e de todo o Brasil para MOBILIZAR CONTRA O GOLPE DE ESTADO que avança rápido em nosso país. Participe conosco dessa luta, pela liberdade de expressão, pelo reconhecimento e valorização das minorias, pela formulação de propostas e planejamento de ações efetivas, ocupando todos espaços de luta (sindicatos, universidades, locais de trabalho, as ruas e etc.)

EM DEFESA DA DEMOCRACIA. NENHUM DIREITO A MENOS. 

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