Este Coletivo nasceu com o objetivo de contribuir, em Londrina e região, com a luta contra o golpe de Estado que está em processo no país.
Enquanto professores(as), empregadas(os) domésticas(os),
aposentados(as), contadores(as), operárias(os), comerciárias(os),
secretários(as), assistentes sociais, bibliotecários(as), servidores(as)
públicos(as), camelôs e marreteiros, advogadas(os), estudantes. Classe
Trabalhadora, gente do campo e da cidade, somos contra um golpe que nos atinge
diretamente!
A fim de enfraquecer os movimentos sociais e os partidos de esquerda a
direita golpista tem colocado cada vez mais suas manguinhas de fora e não há
como negar que estamos em um momento decisivo do golpe, e consequentemente, de
luta contra ele.
O que está em jogo? É a retirada dos direitos que os trabalhadores
conquistaram em suas lutas e um ataque avassalador contra a economia nacional.
Somos lutadores e lutadoras do povo, que mesmo apontando as contradições
e equívocos do governo do PT, não compactuamos com este atentado contra o
Estado Democrático de Direitos, e nos negamos a caminhar lado a lado com quem
representa os senhores do engenho. Somos descendentes de uma população que luta
na construção de um Estado de Direito no qual todos e todas tenham educação, moradia,
cultura, saúde e direito a uma vida digna. Muitos de nós integramos movimentos
sociais em luta por questões básicas: luz instalada, água encanada, rua
asfaltada e criança matriculada na escola.
Muitos de nós compomos mutirões para construir nossas moradias,
enfrentamos o latifúndio e especuladores, que impedem nosso direito à moradia e
destroem os recursos naturais com objetivo de lucro.
Não queremos ser taxados de terroristas por simplesmente lutar pelo o
que é nosso. Graças a nossa força e união aprendemos conquistar nossos
direitos, a duras penas, com o mínimo de escuta em espaços de poder. Não
aceitamos dar nem um passo atrás. Sabemos que a democracia real será
efetiva apenas com a ampliação de direitos e conquistas de nosso povo
empobrecido, excluído, da classe trabalhadora a partir da esquerda e de baixo
para cima. Não conquistamos tudo que desejamos, mas temos direitos e não admitimos
retrocesso.
Queremos o respeito aos 54 milhões de votos depositados nas urnas, e
exigimos a manutenção do Estado Democrático de Direito. Faremos das ruas um
espaço de diálogo, debate e fazer político. Nossos direitos estão sendo
violentamente retirados, estamos vendo nossos sonhos de uma possível educação
pública, gratuita e emancipadora, do acesso à cultura, aos direitos e à
liberdade ameaçados. Queremos nossa liberdade de expressão, seja ela
ideológica, política ou religiosa, o avanço das políticas públicas, dos
direitos civis e sociais.
Não fazemos parte de quem vai às ruas com a camisa da seleção e a
bandeira do Brasil, com discursos nazifascistas, argumentando o justo “combate
à corrupção”, mas motivados por interesses privados. Repudiamos quem defende a
quebra da legalidade e os fortes ataques a população pobre para beneficiar a
burguesia usurpadora, em troca da destruição do Estado Democrático de Direito.
Não à FIESP (Federação das Industrias de São Paulo) não à defesa apenas
do mercado; não a privatização, e precarização do trabalho. Não à parcialidade
de um segmento do judiciário, que juntamente com a polícia federal fazem agora
o papel que em 64 foi dos militares; não à uma grande parcela do legislativo
que não nos representa. Pois estão na defesa de um golpe.
Essa mesma parcela usou o discurso da corrupção para derrubar uma
presidenta eleita democraticamente, mas hoje são os mesmos que estão na defesa
dos maiores corruptores da história política brasileira. A realidade é uma só,
há um conchavo entre os três poderes que juntamente com a mídia coorporativa, está
fazendo de tudo para atender aos interesses imperialistas. E essa parcela
é a mesma que em nome do grande capital querem que os trabalhadores paguem
sozinhos a crise mundial.
Não estamos a favor de um governo ou partido específico, mas contra o
retrocesso à garantia de direitos. Querem nos impor uma agenda que não foi
aprovada nas urnas. Isto é estelionato eleitoral, retrocesso nos
direitos, na proteção ambiental, na educação, na ciência, na cultura, ISTO É
GOLPE!
E HOJE A DIREITA GOLPISTA GOVERNA SOB O VULTO DE TEMER E EDUARDO CUNHA.
E para ter um gostinho de como essa direita vai agir, é só observar que
mesmo antes da retirada efetiva do governo PT, o golpista Temer nomeou um
ministério composto apenas de conservadores e ricos, vindos de famílias que
sempre representaram as velhas oligarquias corruptas. Temos um governo que não
representa a imensa pluralidade da população brasileira. São 7 ministros
investigados na Lava Jato e advogados do corrupto mor, Eduardo Cunha, que
encabeçou as seguintes medidas:
-Ministério da Educação um representante de partido que é contra cotas
raciais, sociais, contra a destinação dos royalties do pré-sal para a educação
e comprometido apenas com o ensino privado.
-Na agricultura, nomeou um ministro que defende trabalho escravo, contra
demarcação de terras indígenas e quilombolas.
-O ministro da saúde é bem conhecido na cidade de Maringá por seus
desmandos em todas as áreas, financiado por planos de saúde privados, coloca em
risco o SUS através de sua asfixia financeira.
-Um governo que determinou a extinção da Controladoria Geral da União,
como órgão independente de fiscalização do poder executivo.
-Extinguiu Ministério da Cultura, para por fim a milhares de projetos
relacionados à economia criativa, ao resgate social promovido pelos
estimuladores da educação e do livre pensar.
-Ao unir o Ministério da Ciência e Tecnologia com o da Comunicação, comprometeu
projetos que resultariam em conhecimento, avanços tecnológicos e progresso
social e econômico ao Brasil, colocando em risco o desenvolvimento da população
brasileira.
E todas essas medidas somam apenas com o começo dos ataques que estão
por vir.
Para isso precisamos ter ações unificadas, criar uma imprensa própria,
escrever e distribuir panfletos, organizar e sair às ruas para mostrar nossas
caras, nossa garra e nossa vontade, além de uma atividade intensa nas redes
sociais.
Estamos também propondo a unidade em torno de todas as frentes que estão
lutando com o mesmo foco, todos os partidos, movimentos sociais, grupos e
organizações políticas de esquerda, ao movimento popular, do campo e da cidade
ao movimento dos negros e das mulheres, dos homossexuais, das minorias
excluídas e oprimidas. Toda união se faz necessária neste momento em que
a direita acelera seus passos golpistas, o divisionismo somente nos prejudicará
pois os ataques estão sendo preparados contra os direitos democráticos e as conquistas
de toda a classe trabalhadora.
Sobram razões para clamar a população de Londrina e de todo o Brasil
para MOBILIZAR CONTRA O GOLPE DE ESTADO que avança rápido em nosso país.
Participe conosco dessa luta, pela liberdade de expressão, pelo reconhecimento
e valorização das minorias, pela formulação de propostas e planejamento de
ações efetivas, ocupando todos espaços de luta (sindicatos, universidades,
locais de trabalho, as ruas e etc.)
EM DEFESA DA DEMOCRACIA. NENHUM DIREITO A MENOS.

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